No último episódio do Morris’s Unofficial Tabletop RPG Talk, Mike Shea (Sly Flourish), especialista em game mastering para D&D, analisou o novo Livro dos Monstros de 2025, destacando melhorias, polêmicas e decisões editoriais que têm gerado discussões na comunidade.
Uma melhoria em relação ao Livro dos Monstros de 2014?
Se há algo que o autor destaca de imediato, é que os monstros finalmente representam o desafio esperado. O Livro dos Monstros de 2014 sofria de um problema crônico: muitos inimigos não batiam forte o suficiente, resultando em combates previsíveis e pouco impactantes. Agora, suas estatísticas foram ajustadas para refletir melhor seu ND, tornando os encontros mais desafiadores. “Se você pegar um inimigo com certo ND, ele realmente bate como se fosse desse ND”, afirma Shea. A revisão das estatísticas e habilidades foi um dos maiores acertos do novo manual, garantindo que os ataques dos monstros sejam mais intuitivos, letais e alinhados ao seu nível de ameaça.
A armadilha comum do livro de 2014, onde um monstro possuía uma infinidade de ações mas poucas realmente viáveis, foi evitada. Agora, as criaturas são mais diretas e letais, com habilidades que realmente impactam o jogo. Um bom exemplo disso são os lobos, que sempre foram um perigo no papel, mas na prática perdiam força devido à necessidade de salvaguardas para ativar suas habilidades. Agora, o efeito acontece automaticamente – se acertam, derrubam o alvo. Simples e brutal.
Outro ponto que Shea elogia é a variedade de monstros. O novo Livro dos Monstros adiciona 80 novos blocos de estatísticas e expande a diversidade de criaturas disponíveis. Para um Mestre que quer variar seus encontros e não depender sempre dos mesmos tipos de inimigos, essa mudança faz toda a diferença. O próprio Shea confessa que, como fã de cultistas, ficou impressionado com a variedade de cultos apresentados.
O grande problema: magias continuam um obstáculo
Mas nem tudo são flores. Mike Shea não esconde a frustração com a persistente dependência de magias nos blocos de estatísticas do novo Livro dos Monstros de 2024. Embora o design dos monstros tenha melhorado, a Wizards of the Coast ainda não resolveu um problema antigo: criaturas que deveriam ser práticas e rápidas de usar continuam exigindo que o Mestre consulte o Livro do Jogador para lembrar detalhes de magias como Cone de Frio. “O ideal seria que todas as habilidades essenciais estivessem listadas diretamente nos blocos”, aponta Shea. No entanto, essa mudança não ocorreu, forçando os Mestres a recorrerem a referências cruzadas, comprometendo a fluidez da narração e frustrando quem esperava um livro mais prático.
O que a Wizards de fato mudou? Em vez de remover a dependência de magias, a empresa adotou uma solução híbrida. Agora, alguns monstros têm poderes especiais descritos diretamente no bloco de estatísticas, enquanto outros ainda mantêm listas de magias. O problema é que, quando há escolha entre um ataque simples e o uso de uma magia poderosa, as magias quase sempre são a opção mais eficiente. Isso significa que um Mestre que queira rodar um combate otimizado precisa parar a ação, abrir outra página ou um segundo livro e conferir o que aquela magia faz – e pior, como ela escala, já que muitos blocos especificam que as magias são conjuradas em círculos mais altos.
Shea cita um caso emblemático: os dragões. A Wizards promoveu a ideia de que os dragões agora podem conjurar magias, o que, em teoria, deveria torná-los mais imponentes e versáteis. Mas, na prática, a mudança apenas os torna mais trabalhosos de usar. Pegue o Dragão Negro Ancião como exemplo: ele pode fazer três ataques ou substituir um desses ataques por Flecha Ácida de Melf conjurada no 4º círculo. Parece legal? Até você perceber que isso obriga o Mestre a ir até o Livro do Jogador para descobrir exatamente o que essa magia faz, qual o dano base e como ele é ajustado pelo nível da conjuração.
E esse problema não se restringe aos dragões. Magos, cultistas e qualquer inimigo que tenha magias acabam caindo na mesma armadilha. Um mago de ND 6, por exemplo, não é perigoso porque pode atacar com uma adaga – mas porque tem Cone de Frio, Muralha de Energia e Globo de Invulnerabilidade à sua disposição. No entanto, para aproveitar ao máximo seu potencial, o Mestre precisa lembrar o que cada magia faz ou interromper o jogo para consultar o livro. E, como Shea aponta, a Wizards já sabia disso há anos.
No passado, a empresa até experimentou soluções para esse problema. Em Monsters of the Multiverse, por exemplo, muitos blocos de estatísticas transformaram magias em habilidades únicas descritas diretamente na ficha do monstro. Em vez de dizer “este inimigo pode conjurar Bola de Fogo“, o livro simplesmente trazia algo como “Explosão Ígnea (Recarga 5-6): Uma explosão de chamas em um raio de 6 metros causa 28 pontos de dano ígneo”. Simples, direto e funcional. Mas, por algum motivo, a Wizards voltou atrás e retornou ao sistema anterior no Livro dos Monstros de 2024.
A pergunta que Shea faz – e que qualquer Mestre deveria se fazer – é: por que dar um passo atrás? Se a empresa já havia identificado esse problema e testado uma solução mais eficiente, por que insistir em algo que só torna a experiência de jogo mais lenta e confusa? Fica a impressão de que a Wizards continua projetando seus livros assumindo que todos os mestres estão rodando o jogo no D&D Beyond, onde consultar uma magia é tão simples quanto clicar em um hiperlink. Mas e os mestres que ainda usam livros físicos? Estes continuam presos a um problema que poderia ter sido resolvido.
No fim das contas, o que resta para o Mestre que quer velocidade? Uma solução óbvia: ignorar completamente as listas de magias e adaptar os monstros com ataques próprios, improvisando quando necessário. Mas, como Shea ironiza, se a resposta para um problema de design é o Mestre ter que redesenhar os inimigos por conta própria, talvez esse problema de design nunca devesse ter existido em primeiro lugar.
Onde estão os orcs, drows e duergars?
Se há algo que qualquer Mestre de D&D espera encontrar no Livro dos Monstros, é um bloco de estatísticas de orcs, drows e duergars. Eles não são apenas inimigos icônicos do jogo, mas parte fundamental do ecossistema de aventuras e campanhas publicadas ao longo das décadas. Mas no Livro dos Monstros de 2024, eles desapareceram. Em seu lugar, uma simples nota sugere que os mestres usem blocos genéricos como “Combatente Veterano” ou “Sacerdote Acólito” para representá-los. Para Mike Shea, essa decisão da Wizards of the Coast não faz sentido – e cria mais problemas do que resolve.
A justificativa oficial da Wizards para a ausência de orcs, drows e duergars no Livro dos Monstros de 2024 é que essas espécies já são jogáveis no Livro do Jogador, tornando sua inclusão desnecessária. No entanto, essa explicação não se sustenta, pois o próprio Livro dos Monstros ainda traz blocos de estatísticas para outras espécies jogáveis, como aarakocras e reptantes. Além disso, ignora a realidade prática do jogo: essas espécies sempre foram apresentadas como inimigos em inúmeras aventuras, tanto oficiais quanto caseiras, e sua ausência agora só gera confusão.
Shea destaca o problema óbvio: muitas aventuras publicadas pela própria Wizards utilizam orcs, drows e duergars como antagonistas. Agora, qualquer Mestre que tente conduzir uma campanha antiga usando apenas os livros de 2024 será obrigado a improvisar suas estatísticas, dificultando o uso imediato do material publicado.
E improvisar não é o problema – qualquer Mestre experiente sabe fazer isso. Mas a questão é que um orc não é apenas um combatente genérico, um drow não é apenas um elfo genérico e um duergar não é apenas um anão genérico. Cada um tem traços, habilidades e características que os tornam distintos. No Livro dos Monstros de 2014, orcs tinham a habilidade Agressivo, permitindo que avançassem sobre inimigos de forma única. Os drows tinham resistência mágica e podiam, com a habilidade Conjuração Inata, conjurar a magia Escuridão. Os duergars possuíam poderes psíquicos e habilidades de crescimento que os tornavam adversários imprevisíveis. Nada disso pode ser representado simplesmente substituindo-os por um “Combatente Durão”.
E se a intenção da Wizards era evitar críticas relacionadas à representação desses grupos no jogo? Bem, a estratégia falhou miseravelmente. Como já discutimos no Artifício RPG no artigo “Orcs: Monstros ou Personagens?”, essa discussão não é nova. A forma como orcs, drows e duergars foram retratados ao longo dos anos sempre carregou uma carga problemática. Os orcs, por exemplo, foram por muito tempo apresentados como brutos irracionais, enquanto os drows eram essencialmente “elfos malignos”, reforçando estereótipos simplistas. Havia, sim, a necessidade de uma abordagem mais cuidadosa. Mas a solução para um problema de representação nunca é apagar completamente as criaturas do bestiário – e sim apresentá-las de forma mais profunda e matizada.
E isso não é um desafio impossível. Outros RPGs já fizeram esse trabalho, e até materiais de terceiros dentro do próprio D&D 5ª edição já abordaram esse problema de maneira muito melhor. O Monster Vault, do Tales of the Valiant, por exemplo, ainda inclui os orcs, mas os apresenta de maneira mais ampla, mostrando variações culturais e expandindo a compreensão do que eles podem ser dentro do mundo do jogo. O mesmo acontece em diversos bestiários de terceiros, que reconhecem que remover criaturas não é a solução – e sim contextualizá-las de maneira mais inteligente.
Para Shea, o maior erro da Wizards não foi só a remoção dessas espécies do Livro dos Monstros, mas o fato de que eles nem sequer se deram ao trabalho de oferecer uma alternativa real. Se a Wizards tivesse incluído um bloco de estatísticas de “Orcs de Gruumsh”, “Drows de Lolth” ou “Duergars de Asmodeus”, deixando claro que esses eram apenas exemplos específicos dentro dessas culturas, já seria um meio-termo muito mais aceitável. Esse é exatamente o caminho que a Wizards seguiu para os Minotauros no novo Livro dos Monstros – agora chamados de “Minotauros de Baphomet”, indicando que há minotauros que não seguem essa tradição específica. Se essa solução funcionou para os minotauros, por que não aplicá-la para outras espécies?
A ironia dessa decisão é que, ao tentar evitar um problema, a Wizards pode ter apenas criado um novo. Muitos jogadores e mestres agora sentem que precisam manter seus Livro dos Monstros antigos, já que o novo simplesmente não cobre tudo que deveria. A empresa pode lançar suplementos no futuro que tragam essas espécies de volta, mas isso apenas reforçaria a sensação de que a decisão de removê-las do livro principal foi um erro estratégico.
Para os mestres que querem continuar usando orcs, drows e duergars em suas campanhas? A solução mais simples continua sendo ignorar as mudanças da Wizards e buscar referências melhores em outros materiais. Como apontamos no Artifício RPG, há opções superiores disponíveis, e a comunidade já está se organizando para preencher essa lacuna com homebrews e suplementos próprios. A Wizards pode ter decidido fugir da discussão, mas os jogadores e mestres não precisam seguir esse caminho – até porque, se há algo que esse livro provou, é que a empresa ainda não sabe muito bem como lidar com a própria história do jogo.
A confusão na organização
Se o objetivo do novo Livro dos Monstros era facilitar a vida dos mestres e tornar o jogo mais intuitivo, alguém dentro da Wizards of the Coast se esqueceu de avisar os editores. Mike Shea destaca que uma das maiores frustrações do livro não é o conteúdo em si, mas como ele está organizado. Em teoria, a Wizards fez mudanças para tornar a busca por monstros mais rápida. Na prática? Criou uma bagunça onde até encontrar uma criatura básica pode virar uma tarefa desnecessariamente complicada.
A confusão começa com a decisão de abandonar a organização tradicional do Livro dos Monstros de 2014, onde criaturas eram agrupadas sob categorias amplas. No antigo livro, dragões, demônios, diabos e aberrações eram listados juntos, seguindo um critério lógico: se o Mestre queria usar um demônio, bastava ir à seção correspondente e escolher o mais adequado. Agora, no Livro dos Monstros de 2024, os monstros estão listados em ordem estritamente alfabética – uma ideia que, em teoria, parece prática, mas logo se torna problemática devido a exceções e inconsistências.
Vamos falar dos dragões. Eles agora estão organizados por cor, o que significa que um Red Dragon aparece na letra “R”, um Black Dragon na letra “B” e assim por diante. Isso separa criaturas da mesma categoria e obriga o Mestre a lembrar onde procurar cada uma. Mas há uma inconsistência: dentro dessas entradas, os dragões jovens, adultos e anciãos continuam agrupados. Ou seja, a Wizards separou alguns elementos, mas manteve outros juntos – sem um critério claro.
No entanto, essa desorganização pode ser um problema maior na versão em inglês do que em uma eventual tradução para o português ou na versão SRD da Artifício RPG. Em português, a ordem alfabética pode até facilitar a busca em alguns casos, já que o substantivo vem antes do adjetivo. Assim, “Dragão Negro” e “Dragão Vermelho” ficariam próximos, ao contrário de Black Dragon e Red Dragon. O mesmo poderia acontecer com outros monstros que dependem de um qualificativo, tornando a busca ligeiramente mais intuitiva. Mas, para quem usa a versão original em inglês, o problema continua sendo uma grande barreira para a consulta rápida no livro físico.
E não para por aí. Outras criaturas que fazem parte de categorias amplas – como diabos e demônios – também foram espalhadas pelo livro, em vez de ficarem agrupadas como antes. Agora, se um Mestre quiser montar um encontro infernal e procurar um Marilith, não basta ir à seção de diabos ou demônios. É preciso lembrar que o nome começa com M e ir caçá-lo no meio de centenas de páginas. Isso pode parecer um detalhe pequeno para quem está apenas folheando o livro, mas no calor do jogo, onde tempo e fluidez importam, essa mudança faz uma grande diferença.
E então chegamos à cereja do bolo: a tabela de conversão de monstros no final do livro. Sim, a Wizards teve que incluir um índice para ajudar mestres a encontrar monstros que mudaram de nome ou foram reclassificados. É nesse índice que o Mestre descobre, por exemplo, que os orcs foram substituídos por “Combatente Durão” e os drows por “Sacerdote Acólito”. Mas o problema não é apenas a remoção de certos blocos de estatísticas – é o fato de que, sem essa tabela, muitas criaturas simplesmente sumiriam da busca. Imagine um Mestre novo, que comprou apenas os livros da edição de 2024 e nunca viu a versão de 2014. Ele se depara com uma aventura antiga e vê uma referência a um Duergar. Ele abre o Livro dos Monstros de 2024, folheia as páginas e… nada. Nem uma menção a duergars. Agora, ele precisa ir até o final do livro, encontrar a tabela e ver que, na verdade, deveria usar um “Combatente Durão”.
Esse problema não é apenas uma questão de organização – é uma barreira ativa para a usabilidade do livro. O fato de a Wizards precisar de uma tabela de conversão já é uma admissão de que as mudanças não foram implementadas de forma clara. O propósito de um Livro dos Monstros é tornar a vida do Mestre mais fácil, não mais difícil. E Mike Shea deixa isso claro: se você precisa de um índice extra só para entender a nova lógica do livro, essa lógica já falhou.
Outro detalhe que torna a experiência ainda mais frustrante é a inconsistência dentro das próprias seções do livro. Algumas criaturas receberam novas descrições detalhadas e até pequenas tabelas para personalização – algo que, em teoria, deveria ser um grande avanço. No entanto, isso não foi aplicado de forma uniforme. Enquanto alguns monstros ganharam detalhes extras, outros perderam informações valiosas que ajudavam a situá-los dentro do mundo de D&D. Isso fica especialmente evidente nos yugoloths. No Livro dos Monstros de 2014, havia uma seção explicando o que eram os yugoloths, como se diferenciavam de demônios e diabos e qual era seu papel nos conflitos extraplanares. No Livro dos Monstros de 2024? Essas informações sumiram. Agora, cada yugoloth está espalhado pelo livro, sem nenhuma contextualização geral, o que faz com que novos jogadores sequer saibam o que são essas criaturas.
Shea destaca que essas mudanças parecem desconsiderar como um Mestre realmente usa um Livro dos Monstros. Durante o jogo, ninguém tem tempo para ficar folheando páginas e procurando informações escondidas. O ideal seria que o livro fosse intuitivo, fácil de navegar e com um layout que ajudasse o Mestre a encontrar rapidamente o que precisa. Mas, em vez disso, a Wizards complicou um processo que já funcionava antes, tornando tudo mais trabalhoso.
E aí vem a grande questão: por quê?
A teoria mais óbvia – e que Shea compartilha – é que a Wizards está pensando mais na experiência digital do D&D Beyond do que na experiência física do livro. No D&D Beyond, qualquer problema de organização desaparece porque basta digitar o nome da criatura e a ferramenta faz o resto. Quer um Red Dragon? Digite “Red Dragon” e pronto, ele aparece. Mas essa não é a realidade de todos os mestres. Muitos ainda preferem usar livros físicos, e é para esses mestres que um Livro dos Monstros deveria ser otimizado. Só que a Wizards, aparentemente, não considera mais esse público uma prioridade.
Para Shea, a reorganização do Livro dos Monstros não destrói o livro – os monstros ainda estão lá, os blocos de estatísticas são bons e o conteúdo funciona. Mas a experiência de usá-lo se tornou desnecessariamente mais lenta e burocrática. O Livro dos Monstros de 2024 tem melhorias inegáveis – os monstros finalmente atingem seus desafios adequados, há mais variedade de criaturas e algumas descrições foram expandidas. Mas a forma como tudo foi organizado faz com que encontrar o que se precisa no momento certo seja mais complicado do que deveria ser.
E quando um livro de referência começa a dificultar o acesso à informação ao invés de facilitá-lo, algo deu muito errado no caminho.
Vale a compra?
Mike Shea avalia o novo Livro dos Monstros de 2024 com cautela: “Sim, é um livro melhor que o de 2014, mas não tão bom quanto poderia ser.” O livro traz avanços importantes, como monstros que finalmente acertam seu nível de desafio e estatísticas mais equilibradas, tornando os combates mais dinâmicos. No entanto, algumas decisões de design ainda criam obstáculos para os Mestres, especialmente a persistente dependência de magias nos blocos de estatísticas e a organização questionável do conteúdo.
Para quem está começando no D&D ou deseja um bestiário atualizado dentro do sistema oficial, este livro será a principal referência. A versão SRD publicada pelo Artifício RPG em breve será organizada de maneira mais intuitiva, alguns dos problemas estruturais poderão ser minimizados para os jogadores brasileiros.
Já para Mestres experientes, a decisão de compra requer mais ponderação. Outros bestiários, como Flee Mortals (MCDM) e Monster Vault (Tales of the Valiant), oferecem alternativas igualmente robustas, com abordagens mais amigáveis para encontros dinâmicos. Dependendo do estilo de jogo, pode ser mais vantajoso combiná-los ao Livro dos Monstros de 2014, que ainda se mantém como um excelente recurso.
No fim das contas, o Livro dos Monstros de 2024 representa um avanço, mas não a versão definitiva que poderia ter sido. A Wizards teve uma década para refinar um dos livros mais essenciais do sistema, mas ainda não resolveu completamente problemas que vêm sendo apontados há anos. O tempo dirá se esta edição se tornará a referência definitiva para Mestres que buscam um bestiário ágil e funcional.
A entrevista completa com Mike Shea pode ser ouvida no episódio mais recente do Morris’s Unofficial Tabletop RPG Talk.